XII Conlab Congresso Luso-Afro-Brasileiro

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MR21 - Diálogos luso-brasileiros e mais alguns…

Resumo MR21: A Antropologia Portuguesa e a Antropologia Brasileira possuem contornos muito diferentes, sobretudo centradas em escalas diversas. A Associação Brasileira de Antropologia tem tido, nos últimos cinquenta anos, um papel fundamental na sociedade brasileira e na defesa de populações ameaçadas ou fragilizadas. Os primeiros anos do século XXI foram anos de grande expansão da antropologia no Brasil, especialmente na esfera das universidades, em que o número de campus duplicou. Para além disso, a presença de antropólogos em entidades governamentais aumentou, e a antropologia brasileira enfrenta hoje em dia questões politicas que emergem do estatuto das populações estudadas- tal como nos casos das comunidades Quilombolas, populações indígenas e questões relativas à protecção ambiental, direitos de propriedade e orientações para museus. 
No caso português, a Associação Portuguesa de Antropologia é uma associação recente, a lutar pela sua posição num país pequeno e onde as ciências sociais e a antropologia têm sido bastante marginalizadas. Não bastante, os antropólogos portugueses têm conseguido sair de uma antropologia doméstica para uma antropologia multisituada e pluridimensionada, com antropólogos portugueses a trabalharem sobre contextos etnográficos e temáticas muito variadas. Sem populações indígenas a defender, os antropólogos portugueses têm conseguido, não obstante, ser chamados a intervir em projectos de interesse nacional (como foi o caso da trasladação de toda a povoação da Luz, devido à construção da barragem de Alqueva, ou em campos de engajamento social e político (como o caso da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo).
Com todas estas características diferenciadas, as duas antropologias entraram, nos últimos vinte anos, num intenso diálogo—os exemplos são múltiplos, em termos de pesquisas cruzadas, com antropólogos portugueses a trabalharem no Brasil e vice-versa, publicações e encontros científicos organizados em colaboração.  
Para além destes campos e temas de pesquisa, antropólogos portugueses e brasileiros encontram-se igualmente no trabalho realizado em terrenos lusófonos exteriores aos dois países—sobretudo nos  chamados PALOP. Estas perspectivas vão mudando consoante as antropologias dos dois países se viram para os níveis local, regional ou global.
Esta mesa contará com a participação de antropólogos portugueses (Clara Saraiva) e brasileiros (Carmen Rial, Wilson Trajano Filho, Omar Ribeiro) que reflectem esses momentos  e campos de pesquisa nas respectivas antropologias, e no seu diálogo com outros países lusófonos, nomeadamente a Guiné-Bissau (Carlos Cardoso).

Certificado

Coordenadora:
Clara Saraiva 
APA (IICT e CRIA)
clarasaraiva@fcsh.unl.pt

Participantes:

Omar Thomaz Ribeiro 
Unicamp
Omarr.Thomaz@google.mail.com

Wilson Trajano Filho
Universidade Federal de Brasilia
Wilson.trajanofilho@gmail.com

Carlos Cardoso
Codesria
Carlos.cardoso@codesria.sn

José Pimentel Teixeira
Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Eduardo Mondlane

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Última actualização 2017-01-27