XII Conlab Congresso Luso-Afro-Brasileiro

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MR25 - Etnografias do policiamento: novos ângulos

Resumo MR25: Hoje assistimos a um crescente interesse das ciências sociais escritas em português por fenómenos do policiamento. Esta mesa surge na sequência de debates e diálogos estabelecidos entre pesquisadores que alimentam projetos coletivos e se dedicam a estes temas beneficiando a abordagem etnográfica. Os participantes levantam as seguintes questões: De que modo podemos hoje estudar policiamentos que se caracterizam pela sua fluidez, afirmados tanto por orquestradas ações violentas, letais e ilícitas quanto por uma participação regulada? Como interpretar as articulações sensíveis entre prescrições e treino e a ação quotidiana do policiamento em diferentes lugares?

Certificado
 

Coordenadora:

Susana Durão 
Departamento Antropologia Social, IFCH-UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, Brasil; Centro de Estudos de Migrações Internacionais, CEMI-UNICAMP 
ssbdurao@gmail.com

Participantes: (oradores - Maria Claudia Coelho; Gabriel Feltran; Taniele Rui; Daniel Seabra Lopes)

Maria Claudia Coelho (Antropologia, UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil); João Trajano Sento-Sé (Ciência Política, UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil)
mccoelho@bighost.com.brjoaotrajano@uol.com.br

Título da comunicação: "Concepções de Autoridade e Gramáticas Emocionais: o caso da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro"

Resumo: O objetivo da apresentação é examinar a articulação entre concepções de autoridade, violência e poder e gramáticas emocionais envolvendo sentimentos como humilhação, raiva e medo. No decurso do projeto “O Exercício da Autoridade no Sistema de Justiça Criminal” (FAPERJ, 2011-2013), a situação selecionada para análise é a blitz da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro. Foram realizadas entrevistas com policiais e cidadãos envolvidos nessas interações. O foco está na forma como a autoridade policial é concebida/exercida nessa blitz, com ênfase na articulação entre a polidez e a jocosidade que perpassam essas interações, entendidas como "cenas" de exercício da autoridade.  


Gabriel Feltran (Departamento Sociologia, Universidade Federal de São Carlos, São Paulo, Brasil) & Taniele Rui (CEBRAP – Antropologia, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, São Paulo, Brasil) 
gabrielfeltran@gmail.comtanielerui@yahoo.com.br

Título da comunicação: “O policiamento e suas margens”

Resumo: Tomamos como ponto de partida teórico e empírico o pressuposto de que as marginalidades urbanas contemporâneas não se opõem à sociabilidade legitimamente aceita, mas as co-produzem, sobretudo por contraste e complementaridade, ensejando formas de valoração, gestão, controle e repressão centrais à ordem legítima. A partir desse enunciado, estudamos os modos como o policiamento dos "marginais" urbanos em São Paulo se produz nas relações com seus "públicos-alvo". Nossos estudos etnográficos recentes (2005-2014) sobre periferias urbanas, criminalidade e usuários de drogas constituirão o ponto de vista a partir do qual as práticas policiais serão estudadas nessa comunicação.


 

Susana Durão (Departamento Antropologia Social, IFCH-UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, Brasil; Centro de Estudos de Migrações Internacionais, CEMI-UNICAMP); Daniel Seabra Lopes (Socius-ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão, Lisboa, Portugal), Joana Gonçalo Oliveira (ICS-UL, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa).
ssbdurao@gmail.comdseabralopes@gmail.com

Título da comunicação: “Aprendizagens e trajectórias de oficiais de polícia africanos formados em Portugal”

Resumo: Tendo por base o projeto de pesquisa “COPP-LAB: Circulações de Polícias em Portugal, África Lusófona e Brasil” (FCT, 2013-2015) analisamos como cadetes de países africanos são integrados, treinados em Portugal e regressam aos seus países para fazer parte das polícias nacionais. Através das vozes e experiências práticas de cadetes, aspirantes e oficiais que são ou foram cooperantes, procuramos compreender, através do caso específico do ISCPSI (Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna), como Portugal se reposiciona e é reposicionado após a descolonização em África.

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Última actualização 2017-01-27